segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Freud e a decisão de desafiar a moral de uma época



Quem olhar para a fotografia de Sigmund Freud vê uma figura sóbria, sombria até, impecavelmente vestida no seu fato de casaco, colote e gravata, qual empresário profissional do virar do século. Não há indícios de se tratar de um homem revolucionário e subversivo que não respeitasse os valores burgueses associados à prosperidade.
Freud nasceu na Morávia em 1856, cresceu na sofisticação cosmopolita de Viena, para onde a sua família se mudou em 1860.  Os seus primeiros anos de estudante despertaram-no para o mundo e para as correntes intelectuais. Depois de assistir à leitura pública de um ensaio sobre a natureza escrito pelo poeta e filósofo alemão da época do romantismo, Goethe, decidiu repentinamente que medicina seria o trabalho da sua vida, matriculando-se na Universidade de Viena. Estudante brilhante, entrou para o Hospital Geral de Viena como assistente clínico de um psiquiatra famoso. Até então, a formação de Freud centrava-se na natureza física do cérebro e do sistema nervoso, no entanto, passou nove semanas com Charcot, um neuropatologista. Este trabalhava com doentes com perturbações que eram classificadas como «histeria» e demonstrava que sintomas de histeria claramente físicos – tais como a paralisia ou a cegueira – tinham a sua origem não num qualquer defeito físico do cérebro ou dos nervos mas sim na mente. Através da hipnose Charcot influenciava e alterava as ligações entre a mente e os sintomas físicos dos seus pacientes.
Freud, o jovem médico, viu no trabalho de Charcot a possibilidade de aliviar o sofrimento de doentes psiquiátricos considerados incuráveis, tendo visto também algo mais profundo. Milhares de anos de civilização ocidental baseavam-se em duas convicções: a de que mente e corpo não eram completamente separados e a de que as pessoas exerciam um alto grau de controlo sobre os seus destinos, através da mente, sob a forma de vontade consciente. Freud decidiu seguir estas conclusões até onde elas o levassem.
Tendo regressado a Viena, fez uma parceria com outro médico, Joseph Breuer, com o qual debateu o caso de uma doente que sofria de uma variedade de sintomas histéricos debilitantes. Juntos enconrajaram-na a falar livremente acerca dos seus sintomas, a deixar a mente vaguear, como se a verbalização provocasse uma catarse. Freud compreendeu que esta catarse era o resultado de trazer ao nível da consciência sentimentos até então inconscientes. O seu trabalho com Breuer sugeria-lhe que este reino inconsciente, que podia causar caos no corpo sob a forma de sintomas histéricos, não era afinal totalmente inacessível à consciência. Podia ser alcançado.
Em Viena, à semelhança do que acontecia em muitas outras cidades de finais do século XIX, imperava uma atitude moral frequentemente designada a partir do nome da rainha Vitória, de Inglaterra. A sociedade vitoriana exagerava os precinceitos da civilização ocidental: a crença na separação absoluta entre mente e corpo e a certeza de que uma pessoa podia fazer aquilo que realmente quisesse. Não foi de ânimo leve que Freud decidiu violar este tabu e correr este imenso risco social e profissional, em prol de uma compreensão profunda de que o esforço que uma sociedade faz para resistir a uma ideia é precisamente a medida última da verdade e força dessa mesma ideia.
Ricardo Pereira

domingo, 19 de dezembro de 2010

O teste da caneta rebentada

Uma das 10 imagens do teste
 O teste de rorsharch ou então mais conhecido na linguagem corrente como o teste das manchas de tinta, é um teste psicológico projectivo que foi desenvolvido pelo psiquiatra Hermann Rorchach. O teste é muito simples e baseia se em mostrar uma série de 10 imagens (nos primeiros testes agora existem variações do projecto inicial feitos outros cientistas) ao paciente que se propuser a realizar o teste, as imagens são os famosos borrões de tinta que muitas vezes são associadas a Freud mas e uma ideia errada apesar de ter conceitos freudianos não foi ele que os inventou, as imagens apresentadas nos testes de rorchach são sempre as mesmas o que varia são as interpretações dos resultados que os pacientes mostram perante as marcas. O teste de rorcharch é um teste projectivo e tal como todos os outros dentro do seu género baseia-se na hipnose projectiva . O grande segredo destes testes e que o psicólogo ao mostrar uma imagem que e nos subjectiva e ambígua o paciente pode responder de varias formas e assim o interprete pode ficar a conhecer os traços da personalidade do paciente e depois estudar o que levou o paciente a responder de certa forma.. Voltando ao que interessa o conceito da projecção baseia se num conceito freudiano que consiste em enganar as defesas do subconsciente, em função o individuo vai mostrar informações que não estavam acessíveis ao consciente dele pois estavam a ser bloqueadas pela censura que esta entre o subconsciente e o pré-consciente. O psicólogo ou psiquiatra pode usar o teste para fazer uma avaliação quantitativa e qualitativa de inteligência, avaliação da afectividade, das atitudes gerais , do humor , verificar se tem traços neuróticos e para fazer um diagnostico psiquiátrico. Estes testes a partida parecem milagrosos e mágicos mas no entanto mostram variam controvérsias na comunidade científica. Para quem é fã de Bd ou então de cinema certamente sabe que a personagem rorsharch no Watchman provem deste nome, dai a personagem ter sempre um borrão de tinta na cara e dai vem o nome. Esta aqui uma hiperligação de um teste online, agora meus caros leitores não se assustem com os resultados http://theinkblot.com/ . Vamos comprar resultados na secção de comentários só para provar mais uma vez que somos todos diferentes.
A tal personagem do whatchman
 Paulo Maruqes A.k.a  The cucu that flew over the nest

Queres entrar no jogo?

Atari 2600 



O jogo que vou falar tem por titulo psychonauts e é uma aventura de plataformas em que temos resolver os problemas para irmos evoluindo ao longo do jogo, isto não parece nada de novo e nada de mais , mas o cenário do jogo e o subconsciente. Para avançarmos no jogo temos de entrar na mente de outras pessoas e resolver os problemas do subconsciente. O jogo conta nos a história de Razputin que é um rapazinho de 10 anos que trabalha no circo juntamente com a sua família porem este rapaz tem poderes psíquicos e é diferente dor resto dos familiares. Certo dia Razputin decide fugir da família para ir frequentar uma escola de psiconautas , ou seja de pessoas que também tinham poderes como ele,  a escola chama se Whispering Rock Psychic Summer Camp  então Razputin  começa por mostrar os poderes aos professores e desde ai só acontecem variadas peripécias que eu não vou enumerar mais porque não quero fazer spoil a quem provavelmente ainda vai jogar esta aventura.  Aconselho o jogo a quem apreciar, eu pessoalmente gostei da forma como o subconsciente esta relacionado com a pessoa, no jogo o tema do subconsciente esta relacionado com as roupas e atitudes da pessoa a quem temos de resolver os problemas. Será que o subconsciente se altera conforme as nossas experiencias de vida ou o subconsciente e algo inapto e que provem da nossa linhagem genética? O consciente é modelado pelo meio em que vivemos e pelas experiencias e o subconsciente que o molda? Aos que decidirem experimentar o estimulo psychonauts asseguro que a reacção e diversão.
Razputin e outros



Paulo Marques A.k.a The cucu that flew over the nest

O Desenvolvimento Cognitivo e o Autismo

Piaget estudou o desenvolvimento cognitivo, e centrou-se no estudo mais aprofundado, do desenvolvimento das crianças, este defende que o sujeito é um elemento activo no processo de aprendizagem, que o sujeito constrói os seus conhecimentos pelas suas próprias acções, assim sendo, Piaget distinguiu este desenvolvimento em quatro estádios, que correspondiam a diferentes formas que as crianças tinham de ver, compreender e agir.
 No entanto os estudos de Piaget podem estar limitados, pois existem crianças que podem nascer afectadas no seu desenvolvimento cognitivo ou da linguagem, e na interacção social, chamados de autistas. Esta doença foi ganhando alguma dimensão, e descobriu-se ainda que nem sempre tem de estar associada ao desenvolvimento cognitivo,e segundo comportamentos de pessoas como Mozart, Albert Einstein, Bill Gates, Isaac Newton, Van Gogh, entre outros, há quem acredite que estes poderiam sofrer de síndrome de Asperger, é uma síndrome que faz parte do espectro autista, que os afectava nas relações com os outros e não em relação ao seu desenvolvimento a nível intelectual, o que até não deixa de ter a sua graça, quando pensamos nestes e sabemos que a nível do trabalho que desenvolveram foram dos melhores.
Em conclusão, Piaget desenvolveu as suas teorias sobre os estádios do desenvolvimento intelectual, mas a questão incide sobre a realidade desses estádios, e se pode corresponder à realidade deste mundo em que vivem os autistas, e que na minha opinião nem todos têm necessariamente o mesmo desenvolvimento intelectual, e dividir este desenvolvimento em quatro estádios será limitar muito a inteligência.
                                                                                                     Ana Andrade

YouTube, 17 Optical illusions

DIOGO SOUSA

Wundt e o Associacionismo

Estruturalismo ou Atomismo
Influenciado pelas mais recentes descobertas da Química (todas as substâncias químicas são compostas por átomos que se combinam, formando moléculas), Wundt vai decompor a Consciência nos seus elementos simples – as Sensações;
Defendia uma concepção atomista, segundo a qual as operações e processos mentais são a organização de sensações elementares, que se associam;
Para Wundt, o objecto da Psicologia é o estudo da mente, dos processos mentais, da experiência consciente do Homem.
É no seu laboratório que vai procurar conhecer os elementos constituintes da consciência, a forma como se
relacionam e associam;

As suas experiencias:
Para conhecer a consciência, Wundt utilizava como método a Introspecção Controlada: observadores treinados descreviam, no laboratório, as suas experiências, resultantes de uma situação experimental definida. Através da introspecção, os sujeitos experimentais descreviam o que sentiam, os seus estados subjectivos, resultantes de estímulos visuais, auditivos e tácteis;
A concepção de Psicologia defendida por Wundt apresenta a Consciência como objecto e a Introspecção como método: a Psicologia teria como objecto a experiência humana, estudada na perspectiva das experiências pessoais, através da auto-observação, visando conhecer os seus elementos constituintes, as sensações.

- Objecto: a consciência
-Atomismo: átomo = sem divisão;
Sensações e Sentimentos = são como átomos ou elementos base da consciência;
Associacionismo: coordenação/associação de sensações produz a vida psíquica – a consciência
Estruturalismo: Qual é a estrutura da consciência? – as sensações e sentimentos que lhe estão associados

    Raquel Ribeiro

Wolfgang Köhler


Wolfgang Köhler
Wolfgang Köhler (Reval, Estônia, 21 de janeiro de 1887 - Estados Unidos, 1967), foi um dos principais teóricos da Psicologia de Gestalt, considerado o porta voz do movimento devido aos seus livros escritos com cuidado e precisão.[1]
Nasceu na Estônia em 1887 e com cinco anos se mudou para o norte da Alemanha. Estudou em universidade em Tübinger, Bonn e Berlim, e doutorou-se orientado por Stumpf, na Universidade de Berlin, em 1909.
Passou ainda sete anos estudando comportamento animal (chimpanzés), registrando o trabalho em um volúmero considerado clássico, nomeado The mentality of the apes (1917).
Em 1920 escreveu o livro Static and stacionary physycak gestalts, onde Köhler sugere que a teoria da Gestalt consistia em uma lei geral da naturza que pode ser amplamente aplicada em todas as ciências.
Em 1922 Köhler se torna professor de psicologia da Universidade de Berlim.
Em 1929, publicou Gestalt Psychology, uma descrição completa do movimento da Gestalt. Deixando a Alemanha nazista em 1935 devido a divergências políticas.
Em 1956, recebeu o Prêmio de Destaque pela Contribuição Científica da APA, órgão que, em 1959, elegeu-o seu presidente.
Köhler faleceu no ano de 1967.


GESTALTISMO:
A psicologia de Gestalt é um movimento que actua na área da teoria da forma, onde kohler defende que “o todo é mais do que a somo de todas as partes”.
Vemos uma mesa como um objeto diferente do que apenas a soma de suas partes


No mundo do design utiliza-se as leis da Gestalt o tempo todo, muitas vezes até de forma inconsciente. Esta teoria ajuda as pessoas a assimilarem informações e a entenderem as mensagens que são passadas.
As leis básicas da Gestalt são usadas com uma frequência altíssima hoje em dia no design, assim como em outras áreas do conhecimento humanos (como arquitetura, artes, moda, etc).
São elas:
  • Semelhança
  • Proximidade
  • Continuidade
  • Pregnância
  • Fechamento

Lei da Semelhança

A lei da semelhança dita que eventos que são similares que se agruparão entre si.

Lei da Proximidade

Elementos são agrupados de acordo com a distância a que se encontram uns dos outros. Elementos que estão mais perto de outros numa região tendem a ser percebidos como um grupo.


Lei da Continuidade

Essa lei dita que pontos que estão conectados por uma linha reta ou curva, são vistos de uma maneira a seguirem um caminho mais suave. Em vez de ver linhas e ângulos separados, linhas são vistas como uma só.

Lei da Pregnância

É chamado também de lei da simplicidade. Ela dita que objetos em um ambiente são vistos da forma mais simples possíveis. Quanto mais simples, mais facilmente é assimilada.

Lei do Fechamento

Elementos são agrupados se eles parecem se completar. Ou seja, nossa mente ver um objeto completo mesmo quando não há um.


DIOGO SOUSA

 

Uma breve explicação...

Todos nascemos e temos experiências diferentes, afinal nem os gémeos verdadeiros podem dizer que são iguais pois tem os mesmos genes mas experiências diferentes.
Aquilo que nos torna único | diferente sao as nossa próprias experiências porque não há ninguém com experiências iguais as nossas.
Assim como também reagimos todos de maneira diferente a um estimulo (varia com o temperamento de cada um).
São as nossas experiências de vida que nos distiguem ja diz a velha frase todos iguais mas todos direntes, fisicamente podemos apresentar semelhanças mas no entanto no lado psicologio temos as experiencias para nos diferenciarem do próximo.
E os psicopatas? Teram eles vivido algo que os traumatizou até aquele ponto? Ao ponto de fazerem algo que a normalidade das pessoas classificarem  como horrendo?
Poderá explicar-se os comportamentos com base em traumas e experiências ditas fora do comum? Quando e que se dao as experiências que os traumatiza será na infância ou nao adolescência ou ate na idade adulta?
É isso que alguns psicanalistas tentam fazer.
Alguns tentam explicar esses actos peculiares , afirmam que os actos cometidos no presente tem origem em traumas do passado( infância). É assim que Piaget explicaria por exemplo ''Jack o estripador''.
Freud , por exemplo explicaria estes actos  pela sexualidade , dizendo que ''Jack'' que só matava prostitutas teria tido algum trauma sexual com uma e que "Jack" tirava prazer ao matar as prostitutas porque elas marcavam um trauma, será possível que um trauma sexual leve alguem a fazer actos que vao contra os valores humanos, como tirar uma vida humana?
Mas estaria lhe apenas no sangue? (seria apenas genético?) Seria apenas instinto?
Mas qual destes ramos da psicologia  estara correcto ? Qual destes poderá explicar um caso que já tem 122
anos de existencia?
Será que algum deles esta certo, ou estarão todos errados ?
Todas as respostas até hoje sobre este caso que assombrou Londres são meras especulações , dezenas de perguntas  e nenhuma resposta concreta...
No filme que visualizamos na disciplina o natural born killers temos o exemplo de Mallorie Knoxx que era mal tratada pelo pai e ate pelo que deu para entender o pai violava-a e ela tornou se uma serial killer.
Foram os traumas ou entao era génico ? As respostas cabem aos futuros cientistas de psicologia desvendar.

  Laura Isabel Alves

Freud e a interpretação dos sonhos

Cada vez que sonhamos, a maioria, pensa o porquê de tal sonho e o significado que ele poderá ter. Os sonhos podem ser interpretados de inúmeras maneiras, podendo o mesmo sonho ser interpretado de forma antagónica por entidades diferentes, isto verifica-se quando a observação e o debate de um sonho envolve a religião, a cultura e a própria ciência. 
Do ponto de vista científico o sonhos são experiências imaginárias do inconsciente durante o período de repouso do cérebro, o sono. Um estudo recente do desenvolvimento embrionário permitiu concluir que os fetos também sonham no interior do útero materno. Em algumas culturas e religiões alguns sonhos têm carácter religioso, alguns são interpretados como alerta divido ou visões futuristas. Muitos deles influenciam as pessoas a mudar os seus hábitos de vida ou a realizar acções devido a certo sonho.

Pintura Pierre-Cécile Puvis de Chavannes: O Sonho, 1883.

    Ao longo da história muitos se reocuparam com os sonhos e os seus significados, Freud foi um deles, deu uma grande importância dos sonhos chegando mesmo a publicar uma obra sobre este tema. Em 1901 Freud oferece aos seus seguidores a obra “ A interpretação dos sonhos” (tornando este assunto de carácter cientifico). Esta obra causa uma grande polémica devido ao significado que Freud atribuía aos sonhos. Como vimos nas aulas de psicologia, Freud atribui aos sonhos os desejos mais recalcados do ser humano, os medos, as esperanças, os fetiches sexuais e até vivências traumáticas que um ser humano viveu na sua infância e que estão armazenadas e recalcadas no inconsistente humano. Dentro dos sonhos, Freud, distinguia dois conteúdos: o conteúdo manifesto e o conteúdo latente, em que o conteúdo manifesto estava associado aquilo que o indivíduo é capaz de lembrar e que é consciente e o conteúdo latente são todos os medos e emoções recalcadas que estão subjacentes. A importância da interpretação dos sonhos era tal que Freud utilizava-a como método de investigação nos seus doentes e na psicanálise.

    Freud, com esta obra, defendeu mais uma vez o seu ponto de vista revolucionário de que um ser humano é dominado desde do seu nascimento por desejos, instintos, pulsões especialmente de carácter sexual que tenta dominar e que o indivíduo reflecte nos sonhos.

Sara Mendes

sábado, 18 de dezembro de 2010

Köhler e o gestaltismo

Wolfgang Kohler foi um dos criadores da Gestalt ou teoria da forma.
 
Kohler teve como objecto de estudo a Consciência, comportamento e aprendizagem com o objectivo de fazer o estudo dos elementos constituintes, as percepçoes. Para isso utilizou um método experimental, de introspecção e informal.

Nesta teoria reconhece-se o valor da consciência mas critica-se a sua redução em elementos constituintes. Para os psicólogos da Gestalt o todo é diferente da soma das partes.
 
Os psicólogos da Gestalt defendiam também que a percepção está para além dos elementos fornecidos pelos órgãos sensoriais. Quando olhamos para um determinado objecto , vemos, para além dos seus elementos constituintes, a representação de um determinado simbolo na nossa mente.
 
Em oposiçao a Wundt, para os gestaltistas os elementos mais simples seriam as sensações que, associadas, somadas constituiriam a percepção.
 
Os elementos constitutivos de uma figura são agrupados espontaneamente. Esta organização é, segundo o gestaltismo, essencialmente inatas.
 
A organização das nossas percepções foi estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis:
  • Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.
  • Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.
  • Lei da continuidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.
 
Os gestaltistas criticam tambem Watson por dizer que tudo depende do meio, enquanto os gestaltistas acham que as ideias sao inatas.
 
Segundo esta concepção, o sujeito é resultado das potencialidades transmitidas por hereditariedade. Existiriam estruturas inatas no sujeito que organizariam a experiência do meio ambiente. Os gestaltistas defendem que o sujeito organiza a experiência do meio a partir das estruturas inatas.

                                                           João Cardoso

Construtivismo de Piaget




Sir Jean William Fritz Piaget nasceu em 1896 em Neuchâtel, Suiça e morreu dia 19 de Setembro de 1980 em Genebra, Suiça. Piaget frequentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia, formando-se em Ciências Naturais aos 21 anos, e passado um ano doutorou-se em Zoologia. Após se formar, foi para Zurich onde estudou Psicologia e trabalhou como psicologo experimental e psiquiatria, experiências que influenciaram muito o seu trabalho.
Jean Piaget escreveu mais de cinquenta livros e várias dezenas de artigos, tendo sido o seu primeiro artigo escrito aos 11 anos de idade sobre o pardal albino, considerado o inicio da sua carreira como cientista. Aos 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de psicologia “A Linguagem e o Pensamento na Criança.
Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento.

Comportamento, segundo Piaget:

O indivíduo não é um simples resultado do meio (teoria behaviorista), nem é simplesmente determinado por princípios inatos (teoria gestaltista). O seu desenvolvimento é determinado pela interacção entre factores internos (orgânicos, hereditários) e factores externos (meio). Nos primeiros meses de vida, o seu comportamento é determinado por reflexos inatos, mas depois as respostas são cada vez mais complexas fruto de um processo de adaptação. Este processo embora tenha algumas etapas comuns a todos os indivíduos, não produz em todos os mesmos resultados. As mesmas coisas não têm a mesma significação para todos. O comportamento é uma resposta que varia em função da interacção entre a personalidade do sujeito ( P ) e a situação ( S ).
A personalidade vai-se formando através da interacção com o meio. Neste processo são decisivas as disposições biológicas do sujeito, as diversas aprendizagens e as actividades com o meio. O comportamento é visto como a resposta de uma dada personalidade numa situação concreta.



            Piaget é o homem que revolucionou, em parte, a psicologia em termos da ideia de comportamento, especificamente do behaviorismo e do gestaltismo. Para os behavioristas a herditariedade tem uma influência limitada no comportamento e o sujeito para aprender algo a partir de uma determinada acção não precisava ser um sujeito activo, logo o sujeito é visto como um resultado do meio. E no gestaltismo o meio tem uma pequena influência no comportamento do sujeito, visto que os gestaltistas defendem que o ser é inato, o comportamento do sujeito é influenciado pelas potencialidades da hereditariedade.
            A nova teoria construída por Piaget refuta as teorias anteriormente elaboradas. Nesta teoria, Piaget vê o sujeito como um resultado de interacção com o meio, pois o sujeito aprende quando interage com o meio, logo vários sujeitos com diferentes aprendizagens reagem de forma diferente à mesma situação, tudo depende da importância que o sujeito dá as situações.
            A meu ver, Piaget deu um grande contributo à Psicologia, pois ele estudou e elaborou uma teoria que responde a várias questões levantadas às teoria do behaviorismo e gestaltismo. Piaget é um psicólogo contemporâneo e é uma das maiores figuras da Psicologia.


José Miguel Gonçalves

Psicopatias

Freud baseou todo o seu trabalho na existência do inconsciente e da sexualidade humana., sendo o homem um ser de motivações puramente sexuais e inconscientes. De uma forma geral, a sexualidade resume-se em tudo aquilo que origina prazer no individuo da espécie humana. Um simples conversa pode ser considerado um acto sexual, não pelo seu conteúdo obviamente, mas pela satisfação que os sujeitos estão a obter dessa mesma conversa. Geralmente essa satisfação provem de situações normais e ordinárias da nossa vivência.
Porém, somos confrontados por diversas vezes com capas de jornais a relatarem violações, homicídios em massa sem aparente razão, escabrosos casos de pedofilia entre outras adversidades que conseguem chocar os mais influenciáveis e menos sensíveis á psicanálise. Se reflectirmos à luz da Psicanálise Freudiana, podemos constatar que os sujeitos dessas acções, na realidade estavam a satisfazer as suas necessidades sexuais puramente inconscientes, confirmando, assim, a definição de Freud. Um impulso levou-os a tomar tal atitude, e estes a efectuaram porque não conseguiram reprimir as suas motivações. 
Muito provavelmente, essa repressão não aconteceu por diversas causas: problemas ao nível do desenvolvimento psico-social, frustração acumulada, entre outras razões. Geralmente, estão associadas aos sociopatas e psicopatas infâncias complicadas, durante as quais foram vitimas das maiores atrocidades. 
Para mim, é neste ponto que reside o cerne do problema, a infância da criança. Tal como Piaget, assumo que a infância tem um papel muito importante no desenvolvimento cognitivo da criança, e que todo o seu futuro fica condicionado pelas experiências vividas ao longo dos 16 anos de desenvolvimento mental (desde o nascimento até ao estádio adulto).
Com isto, não quero desculpabilizar nenhuma acção moralmente reprovável, nem incentivar ao acedimento das motivações conscientes, apenas quero despertar as pessoas, nos casos de violação ou homicídio sem motivo aparente, que a pergunta "Porquê?" é muito mais importante que a "Como?".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pavlov e a Reflexologia

Pavlov para desenvolver a sua teoria baseou-se nos estudos de Claude Bernard , conhecido como "um dos maiores homens de ciência de todos os tempos". É ele um dos principais iniciadores da linha experimental, frequentemente formalizada como OHERIC: Observação - Hipótese - Experiência - Resultado - Interpretação – Conclusão.
A descoberta por parte de Pavlov sobre os processos digestivos dos animais, levaram-no a entrar para a história pelas descobertas realizadas a qual se atribui o papel do condicionamento na psicologia do comportamento (reflexo condicionado) ganhou assim o prémio Nobel da Medicina em 1904.
Os estudos experimentais realizados em cães levaram Pavlov a descobrir a existência de reflexos incondicionados e condicionados, nos reflexos incondicionados os cães salivam todos de um modo semelhante, são chamados reflexos inatos (reacções automáticas, naturais). Ex: num cão verifica-se a produção de saliva quando lhe é apresentado um alimento, facto que serve para ajudar a ingestão do alimento. Nos reflexos condicionados era apresentado um estímulo novo, estímulo que inicialmente não produzia nenhuma resposta específica que era associado ao estímulo antigo que já desencadeava um reflexo inato.
A experiência realizada por Pavlov que se tornou célebre:
O Cão que Pavlov utilizou nas suas experiências, embalsamado no museu Pavlov
  1. Apresentava a carne ao cão e ele salivava.
  2. Em seguida, apresentava a carne acompanhada pelo som de uma campainha e o cão salivava, repetiu várias vezes esta associação (carne + som).
  3. Ao ouvir apenas o som da campainha o cão passou a salivar.
As conclusões de Pavlov influenciaram o behaviorismo (teoria proposta por Watson) para afirmar que o ser humano aprende essencialmente através da imitação, observação e reprodução dos comportamentos dos outros, e que nossas acções são meras respostas ao ambiente externo. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A inteligência dos Golfinhos

Vou falar sobre a inteligência dos golfinhos porque é um animal que admiro muito e que gosto bastante.

              Os golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de desligar uma parte do cérebro por minutos numa determinada altura do dia, e é muito raro eles desligarem completamente o cérebro. Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada oito minutos. As únicas coisas que o golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar. 

               A comunicação entre espécies também é necessária, pois os golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta. Se um golfinho falasse com a nossa frequência, seria como um humano a tentar falar com um trombone, muito muito lento. É muito difícil para nós falarmos assim tão devagar, e para os golfinhos também.
               
                Outra particularidade na comunicação dos golfinhos é o sonar, que lhes permite determinar as reacções internas de outros golfinhos, humanos, peixes. Através do sonar os golfinhos conseguem ver se alguém está ferido ou não ou se estão em perigo ou não.
               
Há muitos casos reais em que os golfinhos salvam pessoas. Vou referir um caso, onde se consegue ver a inteligência que estes animais têm para resolver problemas. Um caso real foi de Todd Endris, um surfista, que surfava com os seus amigos e apercebeu-se que se estava aproximar um tubarão. O tubarão mordeu-lhe em vários membros e quando Todd estava quase a desistir, um número enorme de golfinhos aproximou-se fazendo um círculo em volta dele para assustar o tubarão. O tubarão foi embora e salvaram a vida de Todd.

A única coisa que os golfinhos não têm é uma maneira de registar a linguagem tal como a escrita.
Uma ideia seria construir um programa de computador que permitisse traduzir os assobios dos golfinhos em escrita e gravar; e vice-versa, passar o nosso texto para linguagem de golfinhos.


                                      Agora deixo uma questão:
              Se esta ideia de construir um programa de computador já foi feito com chimpanzés e resultou muito bem surpreendendo muita gente, e se os golfinhos são muito mais inteligentes que os chimpanzés, porque não tentar esta técnica neles?
                                                     
                                                                                                       Ana Teixeira

A personalidade e Freud

A personalidade é vista como o conjunto de características psicológicas que definem cada Ser Humano. Essas características determinam os padrões de pensar, sentir e agir de cada um de nós.
O desenvolvimento da personalidade está associado ao desenvolvimento físico e a determinados factores como a hereditariedade; o meio em que estamos inseridos, isto é, as condições ambientais, sociais e culturais nas quais o indivíduo se desenvolve; e também as experiências pessoais que vamos adquirindo ao longo dos anos e que vão moldando a nossa personalidade.

Freud interessou-se pelo estudo da personalidade e formulou a teoria psicanalítica da personalidade. Para este autor existem três níveis do psiquismo: o consciente (parte do pensamento em que o indivíduo tem consciência), o preconsciente (factos que num determinado momento não estão  no consciente, mas que podem sê-lo sem qualquer problema) e o inconsciente (aquilo de que a pessoa não é conhecedora mas que pode influenciar o seu comportamento). Disse que este era como um iceberg em que a parte visível do iceberg era o consciente, o preconsciente é a parte que oscila com as ondas do mar e o inconsciente é a parte que não se vê.
Segundo este, há três dimensões a ter em conta na personalidade, sendo estes, o id que é inconsciente e representa os impulsos, o ego que é a razão que modera e controla o id, e, o superego que representa o Homem civilizado com os seus princípios éticos e morais. O desenvolvimento da personalidade far-se-ia numa sucessão de estádios chamado de desenvolvimento Psicossexual em que o estádio I é denominado de Erótico oral (primeiro ano de vida), o estádio II de erótico anal (até aos 2 ou 3 anos de vida), o estádio III de fálico (pode durar alguns anos) e o período de latência (o aumento da actividade das glândulas genitais acresce os impulsos libidinosos).
A teoria do desenvolvimento psicossexual nasce como uma tentativa de identificar as primeiras experiências que moldam o comportamento do indivíduo adulto. Para Freud existem mecanismos de defesa que são uma reacção a situações de tensão. Este  interpretou-as como técnicas do ego para controlar os impulsos do id. Podemos interpretar estes comportamentos como respostas instrumentais que provocam reforçamento, levando o indivíduo a evitar ou a escapar a estímulos que possam provocar medo. O recalcamento é o fundamental pois o indivíduo esquece as hostilidades.
Ainda segundo o autor, a motivação tem muita influência no nosso comportamento, principalmente a motivação sexual. Possuimos dois tipos de instintos: os instintos de vida que nos levam para o amor e o prazer, e, os instintos de morte que nos levam para a destruição e para a morte.

Tiago Peixoto 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

“A psicologia tem um longo passado mas uma curta história.”


Tem uma curta história uma vez que surgiu como ciência independente da filosofia apenas em 1860, na Alemanha, através do psicólogo Wilhem Wundt, o qual liderou o movimento estruturalista. Contudo, muitos séculos antes, vários pensadores e filósofos já se questionavam acerca da natureza humana. Desta forma, podemos afirmar que o passado da psicologia remonta, em certos aspectos, ao classicismo grego.
Historicamente, a psicologia esteve ligada e ainda o está em vários níveis, quer à filosofia, quer às ciências da natureza, tais como a biologia e a fisiologia que serviram de modelos de investigação ao nível da observação e experimentação.           
A psicologia tem raízes no século IV a.C. e foi através dos filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles que se deram início aos estudos da mente e da alma humana.
Sócrates, através dos seus pensamentos sobre a razão como essência humana, deu uma grande contrinuto, sendo que Platão, ao definir um lugar para a razão no corpo (a cabeça) deu outro grande passo. Aristóteles afirmou que o corpo e a alma não podem estar seprados e inovou ao colocar a alma como princípio activo de vida.
Após a contribuição de Wundt como fundador da psicologia científica, este deu início ao movimento estruturalista, sendo que tinha como objecto a consciência, dividindo-a em partes.
Ainda hoje este movimento sobrevive através de vários psicólogos em todo o mundo. A psicologia evolui e está em permanente mudança, no entanto as suas raízes fundamentais permanecem as mesmas: a alma, a natureza humana ou mente, pois apesar de experimentar crescimento e sofrer inovações, nunca esquecemos que é uma ciência nova, com um longo passado.

Inteligência herda-se ou adquire-se?


A generalidade dos especialistas define a inteligência como a capacidade geral para raciocinar, pensar no abstracto, compreender e organizar ideias e reacções e aprender, mas acima detudo, é a capacidade que nos permite solucionar problemas.
Imagem de Inês Madureira
Aliás, a inteligência permite-nos registar informação e geri-la, criar e desenvolver conhecimentos e inventar possibilidades – elementos determinantes da civilização e da evolução.
Para que tudo isto seja atingivel, a inteligência socorre-se da percepção, da atenção, da memória, do pensamento criativo, do autocontrolo, da adaptação social e dá-nos ferramentas e motivação para a tomada de boas decisões. Deste modo, a prática da inteligência é consequência da aplicação de uma série de recursos não apenas intelectuais, mas tembém emocionais, sentimentais e sociais.
 A inteligência não é uma estrutura cognitiva abstracta e independente, não sendo possível isolá-la em laboratório para um melhor estudo; é a expressão do comportamento e, consequentemente, uma manifestação da personalidade. Assim, a nossa capacidade de reflexão, ajuda-nos a alargar a consciência sobre nós mesmos e também sobre o mundo exterior, pelo qual somos influenciados e capazes de agir.
Piaget foi um psicólogo pioneiro no estudo da inteligência e pressopunha que o desenvolvimento é construído pelo próprio sujeito, que tem um papel activo nas mudanças de estrutura de conhecimento. Este pensador tentava compreender como se constróem as estruturas de conhecimento/inteligência e quais os processos mentais subjacentes.
Salientou a importância do sujeito com um papel activo na construção do seu próprio processo de desenvolvimento, criticando por exemplo, a concepção behaviorista de que o sujeito é um receptor passivo das influências do meio, contrariando a ideia de que o homem é unicamente determinado por uma destas dimensões.
Põe em evidência os aspectos qualitativos do pensamento: até então considerava-se que as diferenças de inteligência entre os indivíduos eram diferenças qualitativas, mas Piaget vem salientar a importância das diferenças qualitativas.