sexta-feira, 8 de abril de 2011

Diversidade Cultural

A diversidade cultural são as diferenças que existem entre o Ser Humanos, como por exemplo a religião, dança, língua, vestuário entre outras tradições.
Cada sociedade tem as suas próprias tradições que tanto são completamente diferentes de outra sociedade ora e semelhante a outra. Cada sociedade é caracterizada por certas tradições que tem, e cada pessoa inserida nessa sociedade tem, como regra, seguir e dar continuidade a essas tradições. Segundo Edward B. Tylor cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.
A diversidade de culturas no mundo foi possível porque o Homem é um Ser que tem a capacidade de se adaptar a quase todas as regiões da Terra, quer em zonas de temperaturas muito baixas, quer em zonas de temperaturas muito elevadas.
Para conseguir compreender melhor a diversidade cultural basta olhar para a quantidade de religiões e línguas que este por tudo o mundo. Existem várias religiões como, por exemplo, o Cristianismo que é a maior religião existente no mundo, o Budismo praticado na Ásia, Hinduísmo praticado na Índia, Rastafarianismo praticado por vários povos africanos, entre muitos outros. Também existem várias línguas faladas em todo o mundo, que estão em constante evolução, por exemplo, na Europa são faladas muitas línguas desde português, francês, italiano, inglês, grego entre outras.
O mundo está em constante mudança e cada sociedade vai seguir diferentes caminhos culturais em relação a outras sociedades.




Miguel Gonçalves

É hora de pensar !!

O racismo é um preconceito contra uma raça “inferior”, é uma atitude gerada por uma sequência de mecanismos sociais.
Existem raças humanas diferentes espalhadas por todo o mundo. Essa diferença é caracterizada por características físicas hereditárias, traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais.
A ideia de pensar que uma raça é superior à outra é muitas vezes para justificar a escravatura, domínio sobre certos povos, genocídio.
A existência de diversas culturas, sociedades, faz com que exista uma competição entre elas, isto é, uma sociedade sente a necessidade de se distanciar das outras de forma a criar uma sociedade “superior”.
Há sociedades que criam o mito de ser superior a outras, esse mito vai se prolongar ao longo de várias gerações que pode leva à extinção ou escravidão de certas sociedades/culturas. Existem vários exemplos que fundamentam esta afirmação, um dos exemplos é a escravatura em todo o mundo, mas mais acentuada nos Estados Unidos da América e a superioridade da raça ariana praticada pelos nazis.


Nos Estados Unidos da América até ao século XX o racismo era extremo, contra índios, negros, asiáticos e latino-americanos, não existia direitos para quem não fosse de raça branca. Era proibido o casamento inter racial e as pessoas de raça branca nunca partilhavam os mesmos locais de pessoas de raça não branca. Mesmo que uma pessoa não fosse racista, esta estava proibida de qualquer tipo de relacionamento com outra raça. Isto levou à criação de muitas sociedades secretas que utilizavam a violência para atingir um fim, que era a supremacia da raça branca. O Ku Klux Klan, também conhecido por KKK, era a maior sociedade secreta que lutava pela supremacia da raça branca, esta sociedade fazia perseguições, principalmente, pessoas de raça negra e nunca eram punidos pelos seus crimes.
Um dos maiores lutadores pela libertação dos negros nos Estados Unidos foi Martin Luther King Jr.
Os nazis são conhecidos por ter um comportamento violento em relação a outras raças. Para eles haviam várias raças, mas a que estava no topo hierarquicamente era a raça ariana e as raças mais baixas eram os ciganos, judeus e os negros. Para eles estes são os perigos da sociedade, tinha que haver uma “pureza racial”, isto é, no mundo existir apenas a raça ariana e para tal adoptaram uma série de comportamentos que levaram ao genocídio.
Isto levou à criação de vários grupos, um dos grupos mais conhecidos são os skinhead, este grupo luta contra a raça negra, utilizando a violência como meio de atingir a pureza da raça ariana.
O racismo existe em todo o mundo havendo agora muitas campanhas contra tal.
A existência de várias culturas serve para o melhor desenvolvimento mundial, pois cada cultura tem os seus costumes e as suas crenças e as diversas sociedades não devem pensar que existe raças superiores. 

                       
 A diversidade cultural deve ser respeitada por todas as sociedades.


 Inês Madureira

Os comportamentos agressivos


A questão que coloco é: “A agressividade é um comportamento inato ou é produto da aprendizagem?”. Os seres humanos não estão geneticamente programados para desenvolver comportamentos agressivos, há sim factores que o levam a ser agressivo. Teóricos, explicam a origem da agressão como um comportamento inato, é o caso de Freud que dizia que a agressão teria origem numa pulsão inata, a pulsão da morte, e os comportamentos agressivos, eram explicados pela disposição instintiva e primitiva do ser humano. Já Lorenz também dizia que a agressividade humana estava programada geneticamente, mas sob a forma de um programa que era desencadeado em determinadas situações face a estímulos adequados/específicos. Teria assim, um valor de sobrevivência para a espécie humana, sendo fundamental para a sua preservação. Existem mecanismos biológicos e bioquímicos relacionados com a agressividade, mas o meio onde me insiro irá ou não reforçar essa minha predisposição. Nos seres humanos, a sua manifestação e expressão são dependentes de factores relacionados com o contexto, com a aprendizagem e com as experiências pessoais. O processo de socialização decorre no contexto de grupo, de interacções sociais. Por exemplo, se eu vivo com pais que são violentos, um dia mais tarde poderei vir a ser agressivo uma vez que, que estes exercem um papel fundamental no nosso desenvolvimento e são modelos que as crianças imitam e procuram identificar-se.
Segundo Bandura, o comportamento agressivo é aprendido pela observação e imitação de modelos. As crianças no processo de socialização irão imitar os pais, professores, grupo de pares, até mesmo os comportamentos agressivos (aprendizagem social).
Assim se explicam as diferenças da expressão “agressão” nas diferentes épocas e culturas e diferentes pessoas de uma dada cultura. Por exemplo, numa sociedade islâmica, o homem pode bater na esposa, considera-se agressão, mas como faz parte daquela cultura, torna-se normal, é frequente. Agora nas sociedades ocidentais, se o homem bater na esposa, pode ser punido. Depende muito da cultura a que pertencemos…
Na minha opinião, todos conseguimos ser agressivos, mas há que saber controlar, apesar de que o ambiente em que me insiro determinará o meu “futuro”, como irei agir em relação com os outros. É um dos factores decisivos para o meu desenvolvimento.







Raquel Ribeiro

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que nos leva a preferir certas pessoas?

Vivemos no interior de vários grupos sociais onde mantemos relações com os outros. Se pensarmos um pouco num dos grupos a que pertencemos, apercebemo-nos que as pessoas com quem interagimos não nos são indiferentes e não têm para nós a mesma importância, o mesmo valor afectivo. De facto, existem pessoas com quem estabelecemos relações preferenciais e que nos podem motivar algumas perguntas como por exemplo: por que razão é que me sinto atraído por determinada pessoa? Por que razão prefiro estar com ela? Por que razão gosto dela? A psicologia social procura compreender o que está na base destes processos que explicam a atracção interpessoal. Podemos definir atracção social como a avaliação cognitiva e afectiva que fazemos dos outros e que nos leva a procurar a sua companhia. Manifesta-se pela preferência que temos por determinadas pessoas que nos levam a gostar de estar com elas, a partilhar confortavelmente a sua presença. Ainda que o processo de atracção esteja marcada pelas emoções, afectos e sentimentos e relacionado com a história pessoal de cada um, há factores que, pela regularidade com que aparecem, explicam o que nos leva a sentirmo-nos atraídos por algumas pessoas. Os factores que interferem no processo de atracção pessoal são: proximidade, atracção física, semelhanças interpessoais, complementaridade e reciprocidade.

Raquel  Ribeiro

O poder do medo!

Na realidade, o medo é uma estratégia de sobrevivência, uma reacção totalmente normal fruto do nosso milenar processo de adaptação ao meio, que emerge quando nos confrontamos com situações desconhecidas ou face a objectos, pessoas e coisas que significam uma ameaça.

Provavelmente, o medo é uma das emoções menos desejadas pelo ser humano, no entanto, este faz parte de nós e sente-se no corpo, ao invés, não sobrevivíamos.

O medo acompanha-nos nesta curta existência, na tal efemeridade da vida. Ter medo do medo é uma das questões fulcrais da nossa existência. O medo é, muitas vezes, o muro que nos impede de fazer uma série de coisas. Claro que, pode ser positivo, na medida em que ajuda ao equilíbrio, no entanto, pode também ser negativo, porque nos faz mal.

Todos os seres humanos têm medo do medo que sentem. Na verdade, o pavor a algum bicho, a alguma animal, ou até a alguma situação da nossa vida provoca em nós uma sensação estranha e esquisita, o medo! Devemos aceitar que esta misteriosa emoção nos persegue ao longo da nossa vida, não podemos ter medo que ela surja! Porque o medo é algo que nos ajuda a viver com mais segurança, a sobreviver…
Se, por exemplo, não tivéssemos medo de um cão perigoso que começa a correr atrás de nós ou até de alguma situação estranha que ocorresse na nossa vida, esta, de facto, não teria sentido. O medo faz parte da lógica da vida… Ajuda-nos a agir correctamente ou não em determinadas situações.

O medo é algo capaz de colocar as pessoas em estado de angústia total e gera uma grande tensão em nós. O nosso ritmo cardíaco acelera-se, aumenta a transpiração, os músculos contraem-se… Há, por isso, uma alteração do nosso estado normal.
Esta emoção é, na minha opinião, algo ainda difícil de definir.
O medo é obscuro, é estranho, ao mesmo tempo que pertence à vida. Vivemos com ele diariamente e isto faz como que estejamos familiarizados com ele, embora muitas vezes ainda temos receio daquilo que daqui advém.

De facto, a vida é feita de coisas boas e outras menos boas, obstáculos que temos de ultrapassar, caminhos que devemos traçar e atravessar com sucesso e o medo está sempre presente! O medo impede-nos, muitas vezes, de ir em frente, de aceitar de imediato, de agir irracionalmente, etc. Torna-nos até pessoas mais ponderadas e racionais.

Por isso, não podemos pensar que ter medo é sermos "medricas" ou até menos corajosos. O medo está presente na nossa vida, ajuda-nos a vivê-la e a desfrutá-la com segurança. Porém, o medo excessivo pode ter consequências negativas, na medida em que nos impede de usufruir ao máximo das oportunidades que a vida nos proporciona.


                                                                                                                                          Filipa Pacheco

Porque mentimos?

Porque mentimos?
Todos os seres humanos saudáveis mentem, uns mais outros menos, mas todos mentimos. É já da natureza humana mentir, desde pequeninos mentimos. Claro que há vários tipos de mentira, varias formas de mentir e intensidades diferentes. Em todas as culturas se mente, todas as pessoas desde as mais novas às mais velhas, dos dotados de um QI elevadíssimo aos que o seu QI não é muito gracioso, de vários níveis sociais, etc.
Contudo numa cultura em que a mentira é incorrecta, é errado mentir, mas muita gente mente. Mas há vários tipos de mentira desde a chamada mentira piedosa, a mentira que pode levar uma punição maior, como a prisão. Podemos mentir por necessidade, piedade, amor, maldade, uns inúmeros motivos que poderiam ser plausíveis de uma mentira. Mas temos sempre consciência que esta errado.
Há mentiras “politicamente” correctas e outras não. Por exemplo, mentir para que uma pessoa não sofra tanto, ou porque é uma coisa sem importância é politicamente correcto, mas o mais certo a fazer seria contar a verdade, isto é, é aceite na sociedade onde está inserido (como na sociedade portuguesa) mas não correcto. Mas se mentir para ocultar um crime, isso já é punível, e com pena de prisão.
No entanto, a mentira também pode ser uma doença, como no caso das pessoas que padecem de mitomania, que inventam historia sobre elas, ou até sobre as pessoas mais próximas. Esta doença é muito complicada, pois torna-se muito difícil, a sociedade conviver com essa pessoa, têm sempre a desconfiança de que ela não esta a dizer e verdade, pois tem mais facilidade em mentir.
Posso concluir assim que todos nós temos uma tendência natural para mentir, uns mais que outros, mas conseguimos controlar as nossas mentiras, e evitar que elas prejudiquem a nossa interacção com o mundo e a nossa adaptação ao meio.

Daniela Vaz

Etnocentrismo

O etnocentrismo é a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo social, que se considera o sistema de referência, julga outros indivíduos ou grupos à luz dos seus próprios valores. Pressupõe que o indivíduo, ou grupo de referência, se considere superior àqueles que ele julga, e também que o indivíduo, ou grupo etnocêntrico, tenha um conhecimento muito limitado dos outros, mesmo que viva na sua proximidade.

No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, etc.
O etnocentrismo é a procura de sabermos os mecanismos, as formas, os caminhos e as razões pelos quais tantas e tão profundas distorções se perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens e representações que fazemos da vida daqueles que são diferentes de nós. De um lado, conhecemos um grupo do “eu”, o “nosso” grupo, que come igual, veste igual, gosta de coisas parecidas, ou seja, um reflexo de nós. Depois, então, nos deparamos com um grupo diferente, o grupo do “outro”, que às vezes, nem sequer faz coisas como as nossas ou quando as faz é de forma tal que não reconhecemos como possíveis. E, mais grave ainda, este “outro” também sobrevive à sua maneira, gosta dela, também está no mundo e ainda que diferente, também existe.

O Etnocentrismo está ligado ao Racismo dado que ao elevarmos uma cultura em relação às outras, mesmo em pequenas expressões do quotidiano como “isto é Grego!” quando algo é incompreensível no nosso ponto de vista, estamos a inferiorizar outros em relação ao que achamos mais adequado, estamos a hierarquizar, a ordenar por preferidos, ou seja, a diferenciar como melhores ou piores culturas diferentes da nossa, estamos portanto a fazer uma espécie de racismo pois estamos a comparar de uma forma nociva, já que ao considerar-mos a nossa cultura como melhor considera-mos os outros abaixo dela e consequentemente desprezamos e humilhamos as diferenças culturais.


Ricardo Pereira

Estereótipo. Preconceito. Discriminação

 O filme “Colisão”  retrata três importantes conceitos – Estereótipo, Preconceito e Discriminação – bem presentes nas diversas sociedades e culturas de todo o mundo. No desenrolar da acção vão-nos sendo apresentados vários casos e o modo como cada personagem é afectada por eles. Paralelos uns aos outros, os acontecimentos começam a ganhar forma e a sua influência ultrapassa o contexto de vida de cada família; ela invade outras vidas, outras pessoas.

 Estereótipo é um conjunto de crenças, de ideias “feitas”, que transmitem uma imagem simplista de um objecto ou pessoas. Generalizam todos os elementos de um grupo a partir do comportamento de alguns deles. Há, portanto, uma categorização, uma classificação positiva ou negativa em relação ao outro, que surge das interacções sociais.
O preconceito é também uma atitude e tem como base o estereótipo. Através da informação do estereótipo faz uma avaliação, um pré-juízo em relação aos outros indivíduos e aos grupos que os constituem.
Por sua vez, a discriminação são os comportamentos que derivam dos estereótipos e dos preconceitos. Geralmente são negativos e podem acentuar-se em situações de crise (política, económica, social...), variando entre o afastamento à violência e agressão.
Através dos exemplos mencionados podemos estabelecer uma relação com estes temas.

 Porém, é importante referir que tanto os estereótipos como os preconceitos se podem alterar, fazendo com que o acto discriminatório deixe de existir. Perante acontecimentos extraordinários onde vários elementos ou vários grupos sejam obrigados a conhecerem-se melhor, constatar-se-á que, muito provavelmente, esses indivíduos não possuem as características negativas que se julgavam ter.

Mas porque razão ou razões existem os estereótipos, os preconceitos e as discriminações?
À semelhança do que já foi dito, os estereótipos permitem-nos simplificar a realidade social, definindo-se o que está certo e o que está errado. Deste modo, possibilitam-nos uma maior adaptação ao meio que nos envolve – função sociocognitiva. Além disso, através deles reconhecemo-nos num determinado grupo (endogrupo), distinguindo-o de todos os outros (exogrupo). Somos o que somos porque pertencemos a um conjunto específico de elementos, desenvolvendo-se os sentimentos de “nós” e de “eles”, bem como os sentimentos de protecção em relação aos indivíduos com quem nos identificamos e de hostilidade em relação aos indivíduos diferentes de nós.

Relativamente aos preconceitos existe também uma função socioafectiva que explica a sua existência. Tal como acontece com os estereótipos, estes visam a protecção e a coesão do grupo, em detrimento dos restantes.

Por fim, a discriminação é fruto dos dois factores anteriores. Perante a cultura, a época, e as formas de cada um pensar em particular existem diferentes formas de discriminação e diferentes grupos vítimas de discriminação. Varia consoante os valores considerados mais ou menos importantes para seres humanos diferentes.
Filipa Lemos

TED Talks : Psicologia Positiva

   Neste programaa não há lugar para conferências secantes de nos fazer bocejar a cada 5 minutos!
Os oradores são eloquentes, as palestras curtas e toda a gente aprende!
   Mas... Quem é o Ted?
   Não é o Ted, mas sim a TED - Technology, Entertainment and Design, uma fundação que organiza conferências anuais em todobo mundo com o objectivo de mostrar "ideias que vale a pena espalhar". São ideias valiosas e interessantes que os maiores intelectualidades da actualidade acharam por bem partilhar em conferências… abertas ao mundo!
Poderá um jornal ser salvo pelo design? Como fazer chegar música às crianças do mundo? Como pode cultivar o seu próprio ar fresco? Haverá novas maneiras 
para combater a corrupção? Como viver até depois dos 100 anos? 
   Chegou a melhor forma de encontrar respostas a estas e muitas outras perguntas: assiste a uma conferência internacional e abre as portas de tua casa a oradores como Elizabeth Gilbert, Jamie Oliver ou Bill Gates. 
Este link redirecciona-te para uma para um outro blog e lá podes assistir a uma palestra sobre Psicologia Positiva.


Link: http://nicholasgimenes.blogspot.com/2011/01/martin-seligman-sobre-psicologia.html



   
Podes sempre ver mais em SIC Radical.
Espero que seja do teu agrado!


                                                                                    Jorge Santos

Os treinadores deviam de ser psicologos

O conceito de psicologia no futebol cada vez é mais discutindo no mundo do desporto. A presença de um psicólogo no sentido de atenuar possíveis problemas profissionais ou mesmo pessoais tem vindo a ser ponderada pelos clubes de Norte a Sul do país.
Com a situação económica portuguesa que, consequentemente, se traduz por toda a sociedade e profissões, as equipas de futebol, ao avaliarem o orçamento possível para cada época, apercebem-se que há outros bens de primeira necessidade acabando então, por abdicar do psicólogo no plantel.
Dar apoio psicológico aos jogadores é tão importante quanto providenciar-lhes alimentação adequada, programada por nutricionistas. Afinal, o corpo físico e o mental são as duas faces de uma mesma unidade e merecem a igual atenção. Cuidar do corpo significa também percebê-lo como um todo unificado, do qual fazem parte as emoções e as estruturas mentais. O papel do psicólogo responsável pela saúde psíquica de um clube desenvolve-se a partir de uma abordagem das emoções que os jogadores vivenciam na sua rotina de trabalho. A cada novo jogo, uma quantidade de sensações são mobilizadas e, quando não existe assistência psicológica, essas sensações não elaboradas tendem a acumular-se levando, em muitos casos, a que os jogadores realizem actos inconsequentes. Actualmente, são inúmeras as discussões sobre a violência presente nos relvados. Sabe-se que ela não se restringe às claques e que, entre os jogadores, o descontrolo é cada vez mais frequente. 
É desejável que pelo menos o treinador tenha uma sensibilidade "extra" para conseguir lidar com a sua equipa e que consiga orientar a sua equipa o melhor possivel ao nível psíquico. 
Para mim, o ex-seleccionador nacional, Carlos Queirós, falhou porque esta parte passava-lhe ao lado.

Diogo Sousa

Religião, o caminho do equilibrio da vida

A palavra religião vem do latim religio, derivado de religare, “atar”, “ligar”, podendo ser interpretada como o laço que une o homem à divindade.

A religião é uma crença numa força divina com implicações terrenas. É ter fé que há uma "super-força-cósmica" que nos destina e guia ao longo da vida.
Acreditar dá-nos força e faz com que continuemos no caminho da nossa vida, mesmo quando tudo nos foge. Para muitos é um porto de abrigo em situações de completo desespero. Claro que neste ultimo caso falamos de uma hipocrisia religiosa porque só em situações extremas é que se lembram de rezar ou orar.
Desde que a Palavra de Deus nos ensina como viver, todas as idéias sobre os "porquês" de certos comportamentos, bem como as sugestões de "como mudar" isto, precisam ser vistas como religiosas em sua natureza. Ao mesmo tempo que a Bíblia se proclama como a revelação de Deus, a Psicologia se propaga como expoente científico. No entanto, quando a matéria trata de avaliar comportamentos e atitudes com seus valores morais, nós estamos lidando com religião - considerando a fé cristã ou qualquer outro tipo professado, incluindo até humanismo secular. Sobre isso o próprio Carl Jung escreveu: 
Religiões são sistemas de cura para doenças mentais... É por isso que muitos pacientes forçam seus psicoterapeutas a assumirem o papel de sacerdotes, esperando que ele seja o intermediário para libertá-los de seus dilemas. E por isso nós, como psicoterapeutas, precisamos nos ocupar com problemas que, estritamente falando, pertenceriam aos teólogos. 
Jung usou a palavra "religiões" em vez de Cristianismo, dando possibilidade para se explorar inúmeras outras formas de religiões, inclusive o ocultismo. Ele definiu todas as religiões, incluindo o cristianismo, como sendo uma enorme colecção de mitologias, não crendo que elas fossem reais na sua essência, mas ao mesmo tempo defendeu que elas poderiam afectar a personalidade humana e deveriam servir como solução para os problemas que a humanidade tem.
É mais que evidente que a nossa personalidade pode ser afectada por várias componentes contudo penso que a religião é a que mais pode afectar. Um exemplo, são as pessoas que se convertem a uma religião e que por isso alteram radicalmente o seu modo de vida.

Ângelo Ferreira

Sexismo e Coeducação


O êxito da coeducação, ou seja, de uma educação não discriminatória, exige tomar consciência da realidade do sexismo na sociedade, determinar as suas diferentes formas de manifestação e desenvolver acções que induzam a comportamentos verdadeiramente democráticos.
            Entende-se por sexismo a discriminação social das pessoas segundo o seu sexo ou qulaquer forma de domínio de um sexo sobre outro.     A ideologia sexista, que tem o seu fundamento no sistema de género, defende que um dos dois sexos é, por natureza, superior ao outro, o que a aproxima ideologicamente do racismo.
            Pela sua própria definição, o sexismo pressupõe tanto a crença na superioridade do homem sobre a mulher como da mulher sobre o homem. Porém, enquanto o sexismo feminino não passou do limiar das reacções extremistas, o sexismo masculino ou machismo foi consagrado historicamente e naturalizado cultutralmente pelo sistema de género implantado pela sociedade patriarcal, através da religião, da filosofia, da ciência, etc. Assim, os comportamentos sexistas masculinos são aprendidos desde a primeira infância, a partir do tratamento esteriotipado que os meninos e as meninas recebem de acordo com o seu sexo.
            O tratamento diferente que os bebés e as crianças recebem de acordo com o seu sexo tende a definir os comportamentos futuros segundo os papéis que o sistema de género determinou para homens e mulheres. Este tratamento, aplicado por pais e professores, abarca diferentas áreas que incluem os gostos e preferências, os comportamentos, as manifestações afectivas, as funções fisiológicas, as brincadeiras, etc. Deste modo, existe um tratamento esteriotipado relativamente ao sexo:
            - Choro
            Meninos: não se toler que chorem (“os homens não choram”), e imediatamente se tomam medidas para deixarem de o fazer, o que s leva, progressivamente, a reprimir esta forma de expressão emocional.
            Meninas: considera-se normal que chorem.
            - Jogos físicos
            Meninos: estimulam-se os jogos bruscos entre rapazes.
            Meninas: são orientadas para jogos mais delicados. As bonecas, as maquilhagens, etc.
            - Manifestações de afecto
            Meninos: são ensinados a cumprimentar dando a mão em vez de beijar. As manifestações de carinho para a mãe são criticadas à medida que o rapaz cresce e não é bem visto que beije outros rapazes.
            Meninas: são estimuladas a beijar toda a gente; podem manifestar afecto pelos pais e admite-se que beijem outras meninas.
            - Tarefas domésticas
            Meninos: são estimulados a ajudar o pai em trabalhos como lavar o carro e cortar a relva.
            Meninas: são estimuladas a ajudar a mãe nos trabalhos domésticos, como lavar a loiça, por a máquina a lavar e limpar o pó.
            - Dependência/Independência
            Meninos: são estimulados a explorar e a separar-se “das saias da mãe”.
            Meninas: são estimuladas a ficar em casa e a permanecer junto à mãe até serem maiores.
            - Agressão/Afirmação
            Meninos: identifica-se a agressividade com a masculinidade e são estimulados a não se comportarem como “mulherzinhas”. Por isso tolera-se a um menino que lute com outro e não se aprova que recuse uma luta.
            Meninas: reprime-se-lhes qualquer atitude agressivam, física ou verbal, inclusive se for defensiva.
Considerando este tratamento que tende a perpetuar o domínio social do homem, conclui-se que a educação da mulher tem como finalidade a passividade, obediência e a submissão.


Helena Sousa

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Martin Luther King Jr.



Martin Luther King  Jr. Nasceu em Atlanta a 15 de Janeiro de 1929 e morreu em Memphis a 4 de Abril de 1968. Durante toda a sua vida foi um activista pelos direitos civis dos negros na América. Por tal, tornou se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964. É o autor do mítico discurso “Eu tenho Um Sonho”. Com a ajuda de apoiantes da sua causa, lutou sempre para quebrar os preconceitos que existia na altura contra os negros, conseguindo tal. Fez inúmeras marchas contra o preconceito, sempre pacíficas.

Mas como é impossível mudarmos as atitudes a todas as pessoas, havia opositores. Luther King sempre foi alvo de conspirações e de assassinatos. No dia 4 de Abril de 1968 tal aconteceu. Antes do inicio de uma marcha em Memphis, James Earl Ray matou-o, mas o seu legado será para sempre lembrado.

Podemos dizer que não somos racistas, mas se não mudarmos comportamentos não adianta de nada, mas Luther King conseguiu isso. Algo mais dificil do que mudar atitudes talvez, pois podemos dizer que realmente o racismo é mau, mas fazermos o mesmo que o condutor do autocarro de Rosa Parks e desprezá-la. Não basta termos em mente o que devemos fazer, o que é bom fazer e o que não se deve fazer, temos de alterar isso na prática também: temos de mudar os nossos comportamentos, por mais dificil que pareça, Martin Luther King Jr. é um exemplo que podemos mudar as atitudes das pessoas se lutarmos para tal,  conseguindo mudar a atitude de um povo, o povo americano, perante o racismo.

"Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo  espiritual negro:

«Livre afinal, livre afinal.


Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.»"
Martin Luther King Jr, Washington 28 de Agosto de 1963 


José Pedro Nunes

Socialização

A socialização é o processo que consiste na interiorização que cada individuo faz, desde que nasce e ao longo de toda a sua vida, dos valores, moralidade, dos seus modelos comportamentais e normas da sociedade em que se encontra inserido. A socialização é indicar ao individuo os modos de pensar, de agir em sociedade e no grupo em que se encontra inserido. Deste processo de aprendizagem o indivíduo aprende a viver em grupo e respeitar esse grupo, sendo a socialização um processo fundamental na integração social.
A socialização da-se com intensidades em contextos diferentes, existindo dois tipos de socialização: primária e secundária. Durante a infância, ocorre a socialização secundária, onde a criança tem como objectivo aprender e interiorizar os processos comunicativos, como a linguagem, as regras básicas da sociedade e os comportamentos admitidos na cultura a que pertence. A socialização primária é fulcral para o indivíduo deixando marcas profundas para toda a sua vida, pois é nesta fase que a base de todos os comportamentos e relações é formada.
A socialização secundária é todo e qualquer processo que introduz o indivíduo em novos sectores do mundo da sua sociedade. O indivíduo adquire este tipo de socialização na escola, nos grupos de amigos ou nos meios de comunicação social.
Nesta fase a sociedade ou grupo criam expectativas em relação ao nosso desempenho social, cultural, comportamental e em termos de atitudes.
É através deste processo de socialização que o ser humano se torna um ser urbano e se constroem as regras da vivencia social, sem ele éramos meros animais que fazem o que querem sem respeitar nada e ninguém, sem capacidade de nos relacionarmos


Sara Mendes

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Mente Humana

“Quem pensa em fracassar, já fracassou antes mesmo de tentar”

A mente humana grava e executa tudo aquilo que lhe é enviado . Seja através de palavras, pensamentos ou actos, nossos ou dos outros, sejam positivos ou negativos.
Um cientista de Phoenix Arizona queria provar esta teoria e precisava de um voluntário que chagasse ás  últimas consequências. Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado á morte, que seria executado em uma cadeira eléctrica.

O cientista propôs-lhe o seguinte: 
Ele participava numa experiência cientifica, na qual seria feito um pequeno corte no seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até á última gota; e teria a sorte de sobreviver caso, o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele ganharia a liberdade, caso contrário, ele iria falecer  pela perda do sangue, pórem, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.
O condenado aceitou, pois ele preferia morrer assim, do que na cadeira eléctrica, e tinha ainda a sorte de sobreviver.
O condenado foi colocado numa cama de hospital e amarrado para não mover o seu corpo. Fizeram um pequeno corte no seu pulso e abaixo do pulso colocaram uma vasilha de alumínio. E disseram a ele que ele ouviria o gotejar do seu sangue, através daquela vasilha.
O corte foi superficial e não atinguiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse o pulso a ser cortado. Sem que ele soubesse, debaixo de sua cama estava um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava pingando na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista sem que o condenado visse, fechava um pouco da válvula do frasco e o gotejamento diminuia, fazendo com que o condenado acreditasse que o seu sangue estava a diminuir. Com o passar do tempo, ele foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou a válvula…. Teve uma paragem cardiaca e morreu …. SEM TER PERDIDO UMA GOTA DE SANGUE.

Nisto, o cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre tudo o que lhe é enviado pela pessoa, seja positivo ou negativo e que a sua acção envolve todo o organismo , quer a parte psiquica, quer a parte orgânica.

Esta pesquisa é uma forma de alerta para filtrarmos o que nós enviamos para a nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e executa o que lhe é enviado.

“Reflita no que você está fazendo com você mesmo”

                                                                                                 Ana Teixeira

O desafio á diferença cultural

Neste mundo, derivado de sociedades, a forma de viver foi constantemente alterada, conforme o grau de dependência de certos factores. Com isso se explica tão diferenciadas e tão excêntricas culturas que nos são apresentadas nos dias de hoje e desde tempos remotos.
A disputa entre culturas, sempre fez muita guerra e revolta interna, criando um ambiente hostil entre elas e com grande desenvolvimento do ódio, do racismo e da xenofobia.
E agora pergunto-me: será necessária, uma revolta tão veemente sobre nossos homónimos? Certamente que não, mas por vezes interesses de ordem diversa, como o exibicionismo, o poder ou o egoísmo que nos corre nas veias, fazem-nos despender suor, sangue e lágrimas inutilmente.
No entanto ainda estão há margem deste clima, culturas como a Índia, uma das civilizações mais antigas do nosso planeta, onde o contraste entre cidades ou regiões é uma realidade, mas a diversidade de línguas, hábitos e modo de vida não impedem que haja uma grande unidade na cultura do país. Ao mesmo tempo que cada estado tem seu próprio modo de expressão, como na arte, música, linguagem ou culinária, o indiano é profundamente  o sentimento de amor à sua nação e tem orgulho de sua civilização ancestral, o que mantém vivas até hoje muitas tradições.
As religiões são o factor mais determinante nas expressões do povo, como podemos ver em todas as manifestações da arte.  Apesar de tudo, quem imagina a Índia como um país místico, com cheiro a incenso e santos vagueando pelas ruas, deve saber que tudo isso é verdade. No entanto, existe um povo extremamente progressista, que gosta da modernidade e com uma identidade cultural única no mundo.
Assim vemos que é possível viver em harmonia com tanta diversidade dos nossos vizinhos, mas com olhos bem abertos, pois como diz Ralph Emerson: “A solidão é impossível, e a sociedade, factal".
                                                                                          Celso Sousa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O papel do Pai no desenvolvimento de um filho


Num mundo onde a dinâmica social sofre constantes transformações, torna-se necessária a revisão do papel do pai na estrutura familiar.
Estudos científicos mostram que o papel do pai começa desde cedo. A sua participação e o seu envolvimento devem ter início no momento mais precoce possível. Sabe-se, inclusive, que ao participarem no parto, os pais se sentem extremamente úteis. Mas nem sempre tal se verificou.
O modelo de pai que antes se reflectia no controlo e na autoridade no seio da família, reservava para a mãe as tarefas domésticas, incumbindo-a de tratar única e exclusivamente da educação dos filhos. Este modelo de família tradicional estava assim organizado segundo uma hierarquia em que a figura paternal se baseava essencialmente no poder económico, isentando-se por completo de possíveis manifestações afectivas para com os seus filhos.
No entanto, e devido às mudanças sociais que se fizeram sentir a partir da década de 60 (como a emancipação da mulher), estabeleceram-se novas relações entre homens e mulheres, levando ao aparecimento de novos padrões familiares. O homem tem assim assistido à ruptura progressiva da hierarquia doméstica, assim como ao questionamento constante da sua autoridade.
Apesar do papel materno prevalecer sobre o papel do pai, sabe-se que a importância da figura paternal é altamente notória no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma criança. Por outro lado, a relação estabelecida com os filhos ajuda ao desenvolvimento pessoal do homem enquanto pai.
Vários são os especialistas que defendem que a quebra do vínculo afectivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança que se poderão repercutir nas relações por ela desenvolvidas no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos.  Guy Coreant, psicólogo, que afirma que “o pai é o primeiro outro que a criança encontra fora do ventre da mãe”, sendo esta presença que lhe vai servir como suporte e apoio, possibilitando o seu desprendimento da mãe e a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade. Também Raissa Cavalcante defende que a figura paterna é a que permite à criança entrar num horizonte de novas possibilidades.
Disto tudo, e não questionando de forma alguma o papel da figura materna no desenvolvimento psico-social de uma criança, podemos concluir que não é por isso que a figura paterna se torna dispensável. Assim, e porque “ser pai não é duplicar a função de mãe mas sim dar uma nova dimensão à vida da criança”, a construção de relações afectivas duradouras (e saudáveis), seja com o pai seja com a mãe, só traz vantagens para o desenvolvimento de uma criança: ao terem um papel mais activo no acompanhamento dos seus filhos, vão contribuir para a formação de expectativas relativamente a relações futuras que as crianças possam vir a desenvolver.


                                                                                                                      Jorge Santos


domingo, 3 de abril de 2011

Corino de Andrade

Conhecer os nossos cientistas e as suas descobertas é conhecer-nos a nós próprios; é conhecer a nossa cultura! É por isso mesmo que escrevo sobre um dos mais elevados expoentes da ciência portuguesa: Corino de Andrade.
Tendo concluído o Liceu em Beja e frequentado o curso de Medicina em Lisboa, Corino de Andrade é conhecido por ter sido o primeiro investigador a identificar e tipificar cientificamente a paramiloidose, a conhecida “doença dos pezinhos”.
Estagiou com Egas Moniz, prémio Nobel da Medicina e Fisiologia, tendo ainda investigado na Clínica Neurológica da Faculdade de Medicina de Estrasburgo.
 Em 1938, e depois da sua passagem por Estrasburgo e Berlim (onde trabalhou com célebres neuropatologistas), regressou a Portugal e acabou por se fixar no Porto. Nesta cidade, destacou-se o importante trabalho do investigador português que fundou o serviço de Neurologia do Hospital de Santo António.
Numa altura em que a investigação não recebia qualquer incentivo em Portugal, Corino de Andrade destacou-se pelo esforço e persistência que marcaram a ânsia de um indivíduo determinado, que mesmo sem apoios prosseguiu os seus estudos e lutou pelos seus objectivos.
Mesmo reformado, Corino de Andrade fundou conjuntamente com o professor Nuno Grande o Instituto de Ciências  Biomédicas Abel Salazar, uma nova escola de medicina e de outras áreas do saber, dedicada a Abel Salazar, médico, investigador e prosador português que terá dito que “Um médico que só sabe medicina nem medicina sabe”.
Corino de Andrade faleceu em 2005.



A paramiloidose…



 A paramiloidose é uma doença neurodegenerativa, cujos principais sintomas são a perda de peso e sensibilidade a estímulos.
A doença é transmitida por via genética de geração em geração e resulta de uma anomalia que faz com que uma proteína modifique a sua estrutura (em consequência de uma mutação do código genético), tornando-se a mesma insolúvel, acabando por formar fibrilhas de amilóide em torno de variados tecidos, como por exemplo, os do sistema nervoso.
Para além do sistema nervoso, a doença pode afectar outros órgãos como o coração e os rins.
Actualmente um transplante hepático pode ajudar a retardar a evolução da doença, tendo contudo sido já divulgados dados de um ensaio clínico no qual um novo fármaco conseguiu travar a evolução da paramiloidose (link).

Mário

Estereótipos sociais


Walter Lippmann (1992/1961) é considerado o fundador da conceptualização contemporânea dos estereótipos e do estudo das suas funções psicossociais.

O termo ‘estereótipo’ já existia desde 1798, mas o seu uso corrente estava reservado à tipografia, onde designava uma chapa de metal utilizada para produzir cópias repetidas do mesmo texto (Stroebe e Insko, 1989). O termo também já era usado de forma esporádica nas ciências sociais para denotar algo ‘fixo’ e ‘rígido’, o que se prende com a origem etimológica da palavra: stereo que, em grego, significa ‘sólido’, ‘firme’.

Por analogia, Lippmann salientou a ‘rigidez’ das imagens mentais, especialmente aquelas que dizem respeito a grupos sociais com os quais temos pouco ou nenhum contacto directo. A visão dos estereótipos como algo rígido caracterizou muitos dos estudos posteriores sobre esta temática. No entanto, o autor não descurou a possibilidade de mudança dos estereótipos e salientou o carácter criativo da mente humana.

Lippmann conceptualizou os estereótipos como resultantes de um processo ‘normal’ e ‘inevitável’, inerente à forma como processamos a informação.

Ele (Lippmann) define os estereótipos como imagens mentais que se interpõem, sob a forma de enviesamento, entre o indivíduo e a realidade. Segundo o autor, os estereótipos formam-se a partir do sistema de valores do indivíduo, tendo como função a organização e estruturação da realidade:

“For the real environment is altogether too big, too complex, and too fleeting for direct acquaintance. We are not equipped to deal with so much subtlety, so much variety, so many permutations and combinations. And although we have to act in that environment, we have to reconstruct it on a simpler model before we can manage with it. To traverse the world men must have maps of the world” (Lippmann, 1922/1961: 16).

Lippmann salienta o papel activo do indivíduo na construção dos estereótipos que são sempre ‘selectivos’ e ‘parciais’.

Um dos motivos que explicaria o carácter ‘fixo’ dos estereótipos seria precisamente a necessidade do indivíduo proteger a sua definição da realidade.

Quando um membro de determinado grupo age de forma contraditória ao estereótipo, Lippmann considera que, na maior parte das vezes, este membro passa a ser visto como uma excepção, mantendo-se o estereótipo intacto. Este só é abalado se o indivíduo ainda tiver alguma flexibilidade de espírito ou se a informação incongruente for demasiado impressionante para ser ignorada:

“If the experience contradicts the stereotype, one of two things happens. If the man is no longer plastic, or if some powerful interests make it highly inconvenient to rearrange his stereotypes, he pooh-poohs the contradiction as an exception that proves the rule, discredits the witness, finds a flaw somewhere, and manages to forget it. But if he is still curious and open-minded, the novelty is taken into the picture, and allowed to modify it. Sometimes, if the incident is striking enough, and if he has felt a general discomfort with his established scheme, he may be shaken to such an extent as to distrust all accepted ways of looking at life” (Lippmann, 1922/1961: 100).

O estudo empírico dos estereótipos começou pouco depois da publicação da obra de Lippmann. Fortemente influenciado pela definição dos estereótipos como ‘pictures inside our heads’, Rice (1926-1927; referido por Oakes, Haslam e Turner, 1994) realizou um estudo em que apresentou aos participantes uma série de fotografias de pessoas pertencentes a diferentes grupos sociais. Estes efectuaram facilmente correspondências entre as fotografias e os ‘social types’ e procederam a atribuições de traços de personalidade, baseando-se neste processo de correspondência. Esta técnica não teve, contudo, grande sucesso na altura, só vindo a ser recuperada muito mais tarde.

LaPiere, um psicólogo social americano branco, viajou pelos EUA acompanhado por um casal de chineses, bem parecidos e bem vestidos, muito sorridentes e com um “inglês sem pronúncia” (1934: 232). O autor foi anotando as reacções dos funcionários dos diversos estabelecimentos hoteleiros. Nesta viagem foram recebidos em 66 hotéis e em 184 restaurantes e cafés, tendo apenas sofrido uma recusa num hotel. Algum tempo depois foi enviada uma carta a cada um destes estabelecimentos, perguntando se aceitariam chineses como clientes. Das respostas recebidas, 92% eram negativas, tendo as restantes afirmado que dependeria das circunstâncias.

Os resultados mostraram que é possível haver uma manifestação de tolerância ao nível comportamental e, simultaneamente, uma expressão de intolerância ao nível atitudinal, pelo que foram interpretados como reflectindo uma inconsistência entre atitudes e comportamentos

A discrepância entre atitudes e comportamentos está bem ilustrada empiricamente por réplicas do estudo de LaPierre. Por exemplo, Kutner, Wilkins e Yarrow (1952) replicaram este estudo de LaPiere usando como grupo-alvo os negros, tendo obtido resultados idênticos. De referir, no entanto, que o estudo foi realizado com três jovens, duas brancas e uma negra, “bem vestidas e bem educadas”. Assim, tanto neste estudo como no anterior, o estatuto social percebido das pessoas-alvo poderá ter tido forte impacto nos resultados.

Apesar das críticas iniciais ao método de questionário, esse foi, sem dúvida, o mais popular no estudo dos estereótipos, pelo menos até à ‘revolução cognitiva’. O método mais utilizado foi o da ‘lista de adjectivos’, desenvolvido por Katz e Braly (1933; 1935).

 João Cardoso

Justiça, Primogénita da Democracia


O nosso modelo social está ultrapassado. A complexidade das interacções estabelecidas numa sociedade, a hierarquização… tudo é propício ao inconformismo, à relutância perante a injustiça, a demagogia e a repressão disfarçada de uma aparente liberdade.
A Democracia Representativa jamais representa o espírito da liberdade e da livre iniciativa, uma vez que não raras vezes são descurados os interesses da sociedade em geral. A aplicação de valores, princípios e ferramentas de uma Democracia Participativa urge um pouco por todo o mundo, uma vez que o nosso regime Democrático Representativo está corrompido por aqueles que auferindo de um “estatuto social avantajado”, de modo coercivo subordinaram a Justiça à Democracia.
No texto seguinte, para além expor a minha visão do nosso modelo social, procuro explicar a razão pela qual acredito que o nosso sistema de livre iniciativa fracassou na nossa época: esse sistema ainda não foi aplicado!
Para expor algumas das minhas ideias escrevi a crónica que se segue. Afinal, qual a actual relação entre Democracia e Justiça? Como explicar o aparecimento da injustiça no seio social? (…)


 “Poucas descobertas são mais irritantes do que as que revelam a origem das ideias.”
 “O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente."

Lord Acton



Ignoto é um velho companheiro de diálogo. Por isso mesmo, encontramo-nos frequentemente para pôr a conversa em dia e deambular sobre assuntos do trâmite social mais contundentes e fracturantes. Numa última conversa, Ignoto relatou um episódio insólito ocorrido entre a Democracia e a Justiça.
A Justiça é primogénita da Democracia, aliás, durante anos, sua essência e amparo. Contudo, com novos tempos de faustosas modernidades, a aliança de sangue entre irmãs é francamente fragilizada pelas novas tendências de uma sociedade em mudança e propícia a crises de valores.
Tanto quanto me foi possível apurar, quiseram disputas pelo poder separar as irmãs que se envolveram num aparatoso conflito que humilhou a humanidade. Nesta trama, destacaram-se ainda aqueles que assistindo ao conflito, eram também fonte de tumulto e não tão pouco culpados: por todo o lado se ouvia o púlpito das massas que acusavam a Democracia de se aproveitar da Justiça pelo facto desta última ser cega. Ora, se a Democracia se encontrava já enfurecida, o gáudio das massas perplexas pelo acontecimento e decepadas da sua capacidade racional, extasiava-a ainda mais, pelo que se debatia violentamente contra a Justiça, sacudindo-a e deixando-a prostrada no chão. Esta última, francamente fragilizada respondia:
- Demo kratos depravado e ultrajante! Quiseste tu aproveitar-te do teu aparente estatuto solidário e justo – em muito favorecido pela minha pessoa; para agora te tornares autónomo e agir colateralmente? Não sabes tu que “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”? Ou será que a Democracia é isenta a este princípio tão amplamente defendido?
A Democracia não respondia verbalmente à Justiça, aliás, nem tão pouco procurava inteirar-se do seu ponto de vista! A cada argumento proferido pela Justiça, a Democracia sacudia-a ainda mais, repelindo-a com gestos de simultânea violência e precaução – porquanto o cuidado não devia ser pouco… A Democracia vestia um traje verde, um pouco desvanecido pelo tempo e já de tons melancólicos. Apesar do avarento e erróneo comportamento da Democracia, todos os seus gestos exasperavam uma delicadeza sublime: a Burocracia era o satélite natural da Democracia. Existia uma força de atracção entre os dois corpos, que como sabem, é directamente proporcional às suas massas e inversamente proporcional à distância que os separa (parece que a Democracia morre de amores pela Burocracia, por isso mesmo, a força de atracção gravítica entre os corpos é tão intensa). Deste modo, com a Burocracia tão perto, a Democracia agia de modo meticuloso, não fosse a Injustiça avantajar-se na labuta e ripostar com todas as suas forças.
Confidenciou-me o meu amigo que a porfia só terminou quando a Injustiça, a mais velha e manhosa das irmãs, assomou ao campo de batalha vinda numa moto GT de 125 cavalos. Injustiça, ao contrário de Justiça, era aparatosa e opulenta, de um modo geral, muito bem adaptada aos novos tempos. Não obstante, se por um lado a Justiça é cega, por outro, a Injustiça aufere de uma visão exímia nem tão pouco corrompida pelo peso da idade.
Provavelmente interrogar-se-ão a razão pela qual a Injustiça, desequilibrada, farsante e maldosa, socorreu as irmãs… Bem, não foi bem auxiliar as irmãs, mas antes a irmã Justiça, com quem havia crescido e passado a sua infância, apesar das notórias crispações ideológicas entre as duas! Era, de facto, demovedor ver a Justiça naquele estado lastimável: as roupas rasgadas pelas investidas violentas da Democracia, as vendas que escondiam aquele olhar longinquamente cego tinham desaparecido e até mesmo a balança (objecto das decisões justas e equilibradas) perdera o rumo e contrabalançava-se infinitamente, tilintando quando batia no chão manchado de vergonha.
Se por um lado a Injustiça invadiu-se de sentimentos de compaixão pela Justiça, por outro, viu-se envolta numa enchente de fúria perante a Democracia. Sim, essa tirana que durante anos a condenara ocupava agora o seu estrato social. Não fossem os sentimentos de repudia desenvolvidos por ambas e poderiam actualmente ser grandes amigas…
Apesar da diminuta e insignificante diferença de idades entre a Injustiça e a Justiça, durante milénios, a velha manhosa acabou por prevalecer sob a sua irmã mais nova, sendo a guia condutora de toda a humanidade. Só com a emancipação solista da Democracia, a Injustiça começou a perder terreno (e uma irmã): a Democracia havia convidado a Justiça para exercício de funções! Num Estado verdadeiramente democrático é preciso que haja quem coordene o que é justo ou não, assegurando que direitos e deveres são cumpridos por todos, ou então os delatores da lei têm punição certa. Por todas estas razões, a Democracia foi durante milénios subordinada à Justiça (cordata, mas cega e ingénua). Agora, como Democracia detém a hegemonia do poder, repele a Justiça e segue a guia comportamental da Injustiça numa tentativa de auferir maior proveito próprio.
Mais não sei. A Injustiça, com o seu aspecto vistoso e jovem, empoleirada numa moto GT 125, aufere de um aspecto convidativo para os mais jovens. É assim mesmo, a Injustiça é verdadeiramente injusta e disfarça-se como pode, numa tentativa de atrair para o seu mundo o maior número de indivíduos possível. Neste caso, desta monta feita, a Injustiça não vagueia na sua moto à procura de Cristãos Novos, mas transporta antes a Justiça para um local mais seguro. Fraternidades à parte, quando as entidades legais não funcionam ou quando nada corre conforme o planeado, há sempre quem se socorra da Injustiça…


Mário